
Cinco forças disputam o poder. Sua missão não é vencer — é equilibrar. Governo, Oligarquias, Povo, Militares e Imprensa puxam em direções opostas, e cada decisão sua alimenta uma delas.
Assuma o controle do destino do país. Em uma teia de interesses entre oligarquias, militares e o povo, cada documento analisado e cada decisão tomada — desde a concessão de votos a excluídos até o enfrentamento da pressão de coronéis ou a censura à imprensa — altera permanentemente o equilíbrio de forças, as leis e o futuro da nação, conduzindo você a desfechos históricos distintos e regimes inesperados.
No alvorecer da Primeira República (1889-1930), o Brasil era governado pelas Oligarquias rurais e coronelistas. O voto de cabresto garantia que as decisões ficassem nas mãos de poucos, com o Povo à margem do poder.
Nesse cenário, as forças do Governo e dos Militares muitas vezes se alinhavam a esses interesses. O jogo Delegado Eleitoral mergulha na complexidade desse período, desafiando você a navegar por esses conflitos históricos e moldar o destino da nação.
Oligarquias controlavam os resultados eleitorais.
Mulheres e analfabetos não podiam votar.
SP e MG alternavam o poder federal.
Revoltas e castigos extremos marcavam as fileiras.
Você, Delegado, vai tomar decisões que mudarão esse equilíbrio frágil.
A República prometia progresso, mas a grande maioria — camponeses, operários, mulheres e negros — viveu seus primeiros decênios marcados pela exclusão, repressão e abandono do Estado.
O exército republicano massacrou os seguidores de Antônio Conselheiro no sertão baiano. Um espelho da miséria e do abandono social no interior do Brasil.
A vacinação obrigatória e as reformas urbanas autoritárias do prefeito Pereira Passos provocaram uma explosão popular no Rio de Janeiro, evidenciando a insatisfação com o Estado.
Sindicatos e greves surgiram no início do século XX, lutando por jornadas menores e melhores condições. A resposta do Estado foi quase sempre a repressão violenta.
ATA OFICIAL: Candidato governista recebeu 105% dos votos válidos. Lista de presença assinada por todos — incluindo os do cemitério.
BILHETE DO SENADOR PINHEIRO: "A paz da República depende desta aprovação. Não complique, Auditor."
"Diplome o candidato. A máquina não pode parar por escrúpulos." — Senador Pinheiro
Confirmar a vitória do candidato governista
Rejeitar o diploma por fraude eleitoral
Exigir recontagem dos votos
Num tabuleiro onde ninguém joga limpo, a hesitação também é uma escolha.
"Aqui, até o silêncio é um ato político."
O marechal Deodoro da Fonseca lidera o golpe militar que derruba Dom Pedro II em 15 de novembro, inaugurando o regime republicano no Brasil.
Promulgada em 24 de fevereiro, inspirada no modelo norte-americano, estabelece o federalismo, a separação dos poderes e o voto restrito a homens alfabetizados maiores de 21 anos.
Deodoro da Fonseca fecha o Congresso e renuncia meses depois, assumindo o vice-presidente Floriano Peixoto, o Marechal de Ferro.
Conflito armado no Sul do Brasil entre federalistas e republicanos, marcado por extrema violência e milhares de mortos.
Oficiais da Marinha se rebelam contra Floriano Peixoto, bombardeando o Rio de Janeiro. O movimento é sufocado.
Prudente de Morais torna-se o primeiro presidente civil, inaugurando a fase de domínio das oligarquias estaduais.
O exército republicano massacra os seguidores de Antônio Conselheiro no sertão baiano após quatro expedições militares. Símbolo da exclusão social da República.
Consolidação do acordo entre as oligarquias de São Paulo (café) e Minas Gerais (leite) para o revezamento na presidência da República.
O poder dos coronéis se consolida no interior do Brasil, controlando eleições pelo voto de cabresto e pela violência.
A vacinação obrigatória e as reformas urbanas autoritárias do prefeito Pereira Passos provocam uma explosão popular no Rio de Janeiro.
Acordo entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro para valorizar o café por meio da compra de estoques pelo governo — início da política de valorização do café.
Marinheiros negros liderados por João Cândido se rebelam contra os castigos físicos na Marinha brasileira, conquistando a abolição da chibata.
Conflito armado no Sul do Brasil entre camponeses e forças do governo, motivado por disputas de terra e exclusão social.
Operários paralisam a cidade em uma das maiores greves da história brasileira, exigindo melhores condições de trabalho e fim da exploração.
Realizada em São Paulo, marca a ruptura com o academicismo e o início do modernismo brasileiro nas artes, literatura e música.
Jovens oficiais do Exército se rebelam contra a oligarquia, iniciando o movimento tenentista. Os 18 do Forte marcham pela praia em gesto simbólico.
Nova revolta tenentista em São Paulo e no Sul do Brasil. Início da Coluna Prestes, que percorreu o interior do país por dois anos.
Liderada por Luís Carlos Prestes e Miguel Costa, a coluna percorre cerca de 25.000 km pelo interior do Brasil, denunciando as oligarquias e a exclusão social.
O crash da Bolsa de Nova York derruba os preços internacionais do café, mergulhando o Brasil em severa recessão e expondo a fragilidade do modelo agroexportador.
A insatisfação generalizada e a ruptura na Política do Café com Leite abrem caminho para a ascensão de Getúlio Vargas, encerrando a Primeira República.
Queda no Preço do Café — A desvalorização do principal produto de exportação brasileiro após 1929
Anos de República Velha — De 1889 a 1930 — quatro décadas de domínio oligárquico chegaram ao fim
Fim da Era Oligárquica — A Revolução de 1930 enterrou a Política do Café com Leite e inaugurou a Era Vargas
República Velha • 1889–1930